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sábado, 21 de novembro de 2015

VIVEMOS EM UM PARAÍSO.

Cidades com mais mata atlântica estão no litoral norte de SP, diz estudo

Alex Almeida/Folhapress
Vista da mata atlântica no Parque Estadual de Intervales (próximo à cidade de Ribeirão Grande, 236 km de SP)
Vista da mata atlântica no Parque Estadual de Intervales (próximo à cidade de Ribeirão Grande, em SP)
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Ubatuba, Ilhabela e São Sebastião, todas no litoral norte de São Paulo, são os municípios com mais mata atlântica no Estado.
De acordo com o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, lançado nesta quarta-feira (11), as três cidades têm entre 84% e 85% de cobertura vegetal com exemplares típicos da floresta atlântica.
O documento, feito pela ONG SOS Mata Atlântica em parceria com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), mostra que, entre 2000 e 2014, os maiores desmatamentos paulistas ocorreram no sul do Estado.
Eldorado (com 71% de cobertura vegetal), Barra do Turvo (53%) e Jacupiranga (46%) são as localidades que mais perderam florestas, segundo o levantamento, atualizado todos os anos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O CAMINHÃO DO PROJETO SOS MATA ATLÂNTCA JÁ ESTÁ EM UBATUBA.

Postado em 12/11/2015 em Mais Notícias, S. M. de Educação, S. M. de Meio Ambiente, S. M. de Turismo
Entre os dias 13 e 22 de novembro, Ubatuba recebe o projeto da Fundação SOS Mata Atlântica e do Ministério da Cultura A Mata Atlântica é Aqui. 
Gratuito e aberto ao público, o projeto consiste em um caminhão adaptado que percorre diversas cidades brasileiras ao longo do ano. Nele, os interessados podem participar de contação de histórias, palestras, oficinas, jogos educativos e exibições de vídeos, entre outras atividades.
O objetivo da ação é estimular a sensibilização ambiental através de atrações culturais e atividades educativas.
Para a cidade de Ubatuba, o projeto conta a parceria da contadora de histórias Kiara Terra, que se apresenta nos dias 15, 16 e 17 de novembro, e do espetáculo Incantesimo, em parceria com a Família Burg, com apresentações no dia 22 de novembro. O caminhão ficará na Praça da Baleia, no bairro Itaguá.
O projeto conta com uma estrutura adaptada para pessoas com deficiência e recebe grupos e escolas para visitas monitoradas. Interessados também podem se tornar voluntários da iniciativa. Para agendamento dos grupos ou informações sobre voluntariado, é necessário entrar em contato pelo e-mail  projeto.itinerante@sosma.org.br
Além disso, em toda cidade que o projeto visita, a Fundação SOS Mata Atlântica realiza a análise da qualidade da água local, seja de um rio, córrego ou lago. O monitoramento utiliza 14 parâmetros físico-químicos para a análise, que envolvem itens como a transparência da água, lixo e odor, e classifica a qualidade da água como péssima, ruim, regular, boa e ótima. O resultado é divulgado no blog da Fundação: www.sosma.org.br/blog/.
O projeto tem o patrocínio da Repsol Sinopec Brasil S/A e Volkswagen Caminhões & Ônibus e parceria da Prefeitura Municipal de Ubatuba, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Turismo, Projeto Tamar, Aquário de Ubatuba, Parque Estadual da Ilha Anchieta e Ong Profauna.
Confira a programação do evento:
13 de novembro (sex) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 9h às 12h e das 14h às 17h
09h – Solenidade de abertura.
10h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.
11h – Jogos educativos: Jogo da Memória.
15h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
16h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
 14 de novembro (sáb) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 16h
10h – Jogo educativos: Jogo da Memória.
11h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
14h30 – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
15h – Coleta da água do Rio Acaraú para análise.
15 de novembro (dom) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 16h
10h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.
11h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
13h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
14h – Apresentação de Dança do Ventre, Flamenco e Jazz, com o Grupo de Danças de Gisela Papadopoulos.
15h – Contação de história “Murucututu a coruja grande”, com Kiara Terra.
16 de novembro (seg) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 12h e das 14h às 17h
09h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.
10h – Contação de história “O belo e o avesso das coisas”, com Kiara Terra.
14h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
15h – Contação de história “A tartaruga que queria voar – a coragem de seguir seu coração”, com Kiara Terra.
16h – Dinâmica “Abraço de Muriqui”.
17 de novembro (ter) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 9h às 12h e das 14h às 17h
09h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.
10h – Contação de história “Obax –  a coragem de inventar suas próprias histórias”, com Kiara Terra.
11h – Dinâmica “Abraço de Muriqui”.
14h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho e Jogo da Memória.
15h – Contação de história “Dona Certeza – A Velhinha que Ousou Atravessar o Mar”, com Kiara Terra.
16h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
18 de novembro (qua) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 12h e das 14h às 17h
09h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
10h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho e Jogo da Memória.
14h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
15h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
19 de novembro (qui) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 12h e das 14h às 17h
09h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
10h – Palestra: “Mata Atlântica e o Parque Estadual da Ilha Anchieta”, em parceria com o Parque Estadual da Ilha Anchieta.
14h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
15h – Palestra: “A importância dos Oceanos”.
16h – Apresentação teatral “Lugar de bicho é no mato”, em parceria com a Ong Profauna.
20 de novembro (sex) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 9h às 12h e das 14h às 17h
09h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
10h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
11h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho e Jogo da Memória.
14h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
15h – Palestra: “PROFAUNA: combate a caça e ao tráfico de animais silvestres”, em parceria com a Ong Profauna.
 21 de novembro (sáb) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 16h
10h – Dinâmica “De olho nos bichos”.
11h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
13h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
14h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
14h30 – Jogos educativos: Jogo da Memória.
15h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
22 de novembro (dom) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 16h
10h – Espetáculo Incantesimo, com a Família Burg.
11h30 – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
14h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
15h – Espetáculo Incantesimo, com a Família Burg.
Atividades que podem ser realizadas a qualquer momento: dinâmicas, jogo da Memória, jogo “A Mata é o Bicho”, maquete dinâmica, oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica, oficina de desenhos e outros jogos educativos.
 cartaz-mata-atlantica-aqui

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA CHEGA EM UBATUBA " A MATA ATLÂNTICA É AQUI "



Postado em 11 de novembro de 2015 em Acervo, Destaques
Por Viva Ubatuba
Entre os dias 13 e 22 de novembro, Ubatuba (SP) receberá o projeto da Fundação SOS Mata Atlântica e do Ministério da Cultura “A Mata Atlântica é Aqui”. O objetivo da ação é de estimular a sensibilização ambiental através de atrações culturais e atividades educativas.
Gratuito e aberto ao público, o projeto consiste em um caminhão adaptado que percorre diversas cidades brasileiras ao longo do ano. Nele os interessados podem participar de contação de histórias, palestras, oficinas, jogos educativos e exibições de vídeos, entre outras atividades.
Para a cidade de Ubatuba, o projeto conta a parceria da contadora de histórias Kiara Terra, que se apresentará nos dias 15, 16 e 17/11, e do espetáculo Incantesimo, em parceria com a Família Burg, com apresentações no dia 22/11. O caminhão ficará na Praça da Baleia, no bairro Itaguá. O projeto conta com uma estrutura adaptada para pessoas com deficiência e recebe grupos e escolas para visitas monitoradas. Interessados também podem se tornar voluntários da iniciativa. Para agendamento dos grupos ou informações sobre voluntariado, é necessário entrar em contato pelo e-mail projeto.itinerante@sosma.org.br.
Além disso, em toda cidade que o projeto visita, a Fundação SOS Mata Atlântica realiza a análise da qualidade da água local, seja de um rio, córrego ou lago. O monitoramento utiliza 14 parâmetros físico-químicos para a análise, que envolvem itens como a transparência da água, lixo e odor, e classifica a qualidade da água como péssima, ruim, regular, boa e ótima. O resultado é divulgado no blog da Fundação: www.sosma.org.br/blog/.
O projeto tem o patrocínio da Repsol Sinopec Brasil S/A e Volkswagen Caminhões & Ônibus e parceria da Prefeitura Municipal de Ubatuba, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Turismo, Projeto Tamar, Aquário de Ubatuba, Parque Estadual da Ilha Anchieta e Ong Profauna.
Confira a programação do evento:
13 de novembro (sex) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 12h e das 14h às 17h.
09h – Solenidade de abertura.
10h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.
11h – Jogos educativos: Jogo da Memória.
15h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
16h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
14 de novembro (sáb) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 16h.
10h – Jogo educativos: Jogo da Memória.
11h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
14h30 – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
15h – Coleta da água do Rio Acaraú para análise.
15 de novembro (dom) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 16h.
10h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.
11h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
13h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
14h – Apresentação de Dança do Ventre, Flamenco e Jazz, com o Grupo de Danças de Gisela Papadopoulos.
15h – Contação de história “Murucututu a coruja grande”, com Kiara Terra.
16 de novembro (seg) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 12h e das 14h às 17h.
09h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.
10h – Contação de história “O belo e o avesso das coisas”, com Kiara Terra.
14h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
15h – Contação de história “A tartaruga que queria voar – a coragem de seguir seu coração”, com Kiara Terra.
16h – Dinâmica “Abraço de Muriqui”.
17 de novembro (ter) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 12h e das 14h às 17h.
09h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.
10h – Contação de história “Obax – a coragem de inventar suas próprias histórias”, com Kiara Terra.
11h – Dinâmica “Abraço de Muriqui”.
14h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho e Jogo da Memória.
15h – Contação de história “Dona Certeza – A Velhinha que Ousou Atravessar o Mar”, com Kiara Terra.
16h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
18 de novembro (qua) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 12h e das 14h às 17h.
09h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
10h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho e Jogo da Memória.
14h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
15h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
19 de novembro (qui) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 12h e das 14h às 17h.
09h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
10h – Palestra: “Mata Atlântica e o Parque Estadual da Ilha Anchieta”, em parceria com o Parque Estadual da Ilha Anchieta.
14h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
15h – Palestra: “A importância dos Oceanos”.
16h – Apresentação teatral “Lugar de bicho é no mato”, em parceria com a Ong Profauna.
20 de novembro (sex) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 12h e das 14h às 17h.
09h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
10h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
11h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho e Jogo da Memória.
14h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
15h – Palestra: “PROFAUNA: combate a caça e ao tráfico de animais silvestres”, em parceria com a Ong Profauna.
21 de novembro (sáb) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 16h
10h – Dinâmica “De olho nos bichos”.
11h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
13h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
14h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
14h30 – Jogos educativos: Jogo da Memória.
15h – Maquete dinâmica: a água e a floresta.
22 de novembro (dom) – Praça da Baleia
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 16h
10h – Espetáculo Incantesimo, com a Família Burg.
11h30 – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
14h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
15h – Espetáculo Incantesimo, com a Família Burg.
Atividades que podem ser realizadas a qualquer momento: dinâmicas, jogo da Memória, jogo A Mata é o Bicho, maquete dinâmica, oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica, oficina de desenhos e outros jogos educativos.
Serviço:
Projeto: Projeto A Mata Atlântica é Aqui.
Local: Praça da Baleia, Bairro Itaguá – Ubatuba (SP).
Data: 13 a 22 de novembro de 2015.
Horário:Segunda a sexta-feira, das 09h às 12h e das 14h às 17h, sábado e domingo, das 10h às 16h.
Mais informações: www.sosma.org.br / projeto.itinerante@sosma.org.br.
Telefone: (11) 3262-4088.
Sobre a SOS Mata Atlântica
A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG brasileira que atua há 29 anos na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do país. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e unidades de conservação, dentre outros. Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

ONDE ESTÁ A PRESIDENTE QUE NEM AO LOCAL FOI ?

 

Vale de lama

Coluna no Globo
por Míriam Leitão
A Samarco tem dono. É a Vale e a BHP. Cada uma tem metade do capital. O presidente da empresa australiana, Andrew Mackenzie, falou com a imprensa desde o primeiro momento e embarcou para o Brasil. O presidente da Vale, o mineiro Murilo Ferreira, soltou nota. A presidente Dilma não foi ao local. A tragédia se propaga por dois estados e deixa vítimas em famílias que não enterrarão seus mortos.
Não é inesperado o que aconteceu em Mariana. Primeiro, pelos alertas dados pelo Ministério Público de Minas Gerais e por especialistas; segundo, porque a mineração é uma atividade altamente agressiva e de elevado risco ambiental. A Vale está fazendo furos e deixando rejeitos em Minas Gerais há 70 anos. Não pode, diante de um desastre dessa proporção, soltar uma nota lacônica como se não fosse sua obrigação agir imediatamente.
A atividade mineradora no mundo inteiro tem uma série de procedimentos já consolidados ao longo do tempo para prevenir e mitigar desastre. Neste caso, se vê, a cada novo passo da investigação, que as empresas foram displicentes na prevenção e não demonstraram ter um plano de ação preparado para o caso de desastre. Prevenção e mitigação de danos é o mínimo que se pode exigir de empresa que lida com atividade de alto risco.
O gerenciamento corporativo de desastres tem um protocolo e ele começa com a empresa não se escondendo. Ela precisa falar, e quem faz isso é o presidente da companhia. A Samarco foi ontem proibida por Minas Gerais de exercer atividade no estado. Mas nada recai sobre as suas controladoras. Nenhuma cobrança é feita à Vale, que é empresa brasileira, está aqui no país e tinha que saber o que acontece com a sua controlada.
A reação corporativa é absolutamente insuficiente. A Vale não pode ficar dizendo apenas que está prestando todo o apoio à Samarco e às autoridades. O que a empresa fará para proteger e indenizar as famílias das vítimas? Que plano tem para conter os efeitos do desastre? Como fará a descontaminação da área? Que desdobramentos os seus estrategistas em riscos estão vendo para as consequências como a contaminação das águas em Minas Gerais e no Espírito Santo? Já instalou uma sala de controle das informações sobre o desastre, no estilo situation room? É inacreditável que uma tragédia que aconteceu na quinta-feira tenha até agora de reação da empresa controladora apenas uma nota divulgada na sexta, um sobrevoo do CEO ao local e conversas entre executivos da Vale e da Samarco.
O comportamento público diante dos eventos também é insuficiente. O nome de um ministério é de “Minas" e Energia, o nome do outro é de Meio Ambiente. Não consta que estiveram em Mariana. O que o governo deveria ter feito é ir para lá a presidente, os ministros de áreas envolvidas, as agências reguladoras e, em seguida, divulgar um plano de ação. É inaceitável esse grau de omissão.
No governo está um jogo de empurra. Quando se procura o MME, aponta-se para o Departamento Nacional de Produção Mineral. O desastre ambiental é enorme, mas o Ministério do Meio Ambiente não fala. Águas estão sendo contaminadas e em Governador Valadares-MG e Colatina-ES o risco é de problemas de abastecimento. O que diz a Agência Nacional de Águas? O que farão as empresas a este respeito?
Há claramente falha regulatória e de fiscalização no rompimento das duas barragens que vitimou um número ainda indefinido de trabalhadores e moradores do distrito de Bento Rodrigues, deixou centenas de pessoas desabrigadas e pode afetar o abastecimento de pelo menos meio milhão de pessoas.
As informações até agora são de que não foi feito o plano de contingência recomendado, sirenes não foram instaladas para a eventualidade de um desastre e as famílias se queixaram de que até domingo não haviam sequer sido recebidas pela Samarco. A empresa aumentou a produção no ano passado e o governo estadual recentemente baixou uma lei para apressar as liberações ambientais da mineração, os alertas de professores da UFMG e de procuradores federais e estaduais foram ignorados. O caso é grave demais para ficarem todos os responsáveis apenas olhando os socorristas se afundando na lama criada pelo descaso e a incompetência. 

COMO IRÁ FICAR ESSE LAMENTÁVEL E TRÁGICO EPISÓDIO?

Financiamentos de campanhas aos governos podem servir para abafar “acidente” na Samarco

Escrito por Jornalista Sindipúblicos em . Postado em Matérias, Notícias
acidenteMais de R$ 1,2 milhão foi o valor que as empresas subsidiárias da Vale/Samarco investiram em candidatos ao governo do Espírito Santo nas eleições de 2014 para governador. Em Minas Gerais, o montante que a mineradora investiu nos candidatos ao governo foi ainda maior.
Valores esses acabam por justificar o tratamento amigável dos poderes constituídos dos dois estados à Samarco Mineradora – que possui entre suas principais acionistas, a Vale; após duas de suas barragens terem destruído toda uma região, assassinando dezenas de seres humanos, milhares de animais e espécies vegetais e causando um impacto ambiental e social incalculável.
Denúncias revelam que as atividades em uma das barragens já deveriam ter sido suspensas, mas mesmo assim receberam autorização para continuar a funcionar. Além disso, reforça-se que a atividade de mineração é uma das que mais comprometem o lençol freático, causando a diminuição do volume de água bem como poluindo os mananciais devido a alta toxidade dos sulfetos utilizados.
A mineração pode inclusive causar zonas de depressão e afundamento no solo, como ocorreu na década de 90, na cidade de Vazante (MG), onde o rebaixamento do nível d’água, não só promoveu o desaparecimento de lagoas, a extinção de nascentes e o comprometimento do abastecimento de água potável da cidade, como também causou milhares de depressões, semelhantes a crateras, fenômenos conhecidos por dolinas.
Mesmo com tantos prejuízos que podem ocasionar, os governos são omissos na fiscalização às empresas, e mais ainda na punição quando ocorrem desastres como o de Mariana (MG).
Até o momento, os governos sequer divulgaram as atitudes que serão tomadas civil e criminalmente quanto à tragédia que já era anunciada por moradores e relatórios técnicos. Mais uma vez, ao que tudo indica o Estado irá prejudicar o cidadão, e isentar as empresas culpadas por essa tragédia.
É lamentável que os governos eleitos sejam reféns de grande aglomerados empresariais pelo fato de terem suas campanhas eleitorais financiadas por eles. A sociedade capixaba já tem vivenciado o caos com a falta d’água, sendo que a Vale é uma das empresas que mais consomem água tratada, além de poluir nosso meio ambiente com o pó preto que causa câncer e outros males.
Mesmo com tantos prejuízos que as mineradoras oferecem aos seres humanos, o Espírito Santo, bem como o governo federal, em contrapartida aos valores que as mineradoras investem durante as campanhas políticas, além de abrandarem a fiscalização, ainda isentam as empresas ao pagamento de inúmeros impostos. Segundo pesquisa divulgada pela Amazônia Pública, são tantas isenções ao setor de mineração, que é difícil calcular quanto o Brasil deixa de arrecadar. Para se ter uma noção, apenas em 2011 a receita operacional com as exportações da Vale foi superior a US$ 39,6 bilhões, no mesmo período, a empresa pagou apenas US$ 1,39 bilhão de impostos. Enquanto outros países as taxas para as mineradoras são superiores a 50%, o Brasil tem a menor carga tributária, chegando, quando cobrada, ao máximo de 39% de tributação de suas receitas.
E devido à total negligência dos governos estaduais e da própria empresa, a população das cidades afetadas pela lama do acidente da Samarco está tendo que recorrer as doações de moradores de outros municípios.
Não há outra forma de mudar nossa realidade a não ser pela união de toda a sociedade cobrando que os governos responsabilizem civil e criminalmente as empresas envolvidas nessa tragédia.
Para discutir essa mobilização, os movimentos sociais estarão reunidos na próxima quarta-feira, as 19h, na Sede do Sindicato dos Bancários (Rua Wilson Freitas, 93, Centro). A convocação destaca que “queremos trabalho garantido, mas com uso sustentável dos recursos e com uma estratégia de desenvolvimento que comunique com os interesses da população. Não dá pra ficar eternamente mandando minério bruto pra fora do país! NÃO DÁ PRA BEBER MINÉRIO OU ÁGUA CONTAMINADA!”
Fontes: TSE, Revista Água e Meio Ambiente Subterrâneo, Amazônia Pública

domingo, 25 de agosto de 2013

ESTILO ! SIMPLES ASSIM.

REGIANE TEIXEIRA
DE SÃO PAULO
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Casa & DecoraçãoQuem quer casa --ou apartamento-- quer sala, cozinha, varanda e dormitórios, seja o imóvel alugado ou próprio.
Depois da mudança, no entanto, a sala mal recebe visitas e um segundo quarto acaba ficando ocioso. Ao mesmo tempo, falta espaço para a prática de um hobby.
'Estilo de morar em SP reproduz casa grande e senzala', diz curador da Bienal de Arquitetura
Essa pode ser a configuração da casa de muitos paulistanos, mas há quem use esses cômodos de maneiras bem diferentes. Tem gente quebrando regras e paredes para fazer do quintal uma academia, ter seu próprio estúdio de música ou uma cozinha profissional.
"São as necessidades especiais que podem trazer mais charme ao projeto", afirma o arquiteto Paulo Castellotti, 37. A dica do especialista é perder o receio de fazer algo diferente. "Não monte uma casa de uma maneira tradicional só porque parece o certo."
Leia a seguir exemplos de quem adaptou o lar ao seu estilo de vida.

Você quer casa pra quê?

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Camila Fontana/Folhapress
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Casa também serve como local de exposição do acervo da galeria de Billy
QUASE UM RESTAURANTE
Ana Baravelli, 44, nunca havia pensado em largar a profissão de "marchand" até mudar de apartamento, em 2010.
Quando comprou um dúplex na Consolação, região central, ela viu que teria mais espaço para dar vazão ao seu prazer de cozinhar.
Com a ajuda do irmão Rafael, 33, que é arquiteto e divide o apartamento com ela, Ana decidiu quebrar todas as paredes do primeiro andar da unidade para transformar os 110 m² em uma cozinha grande e funcional.
As mesas de inox foram compradas com dinheiro arrecadado por amigos, e a varanda recebeu um jardim de ervas.
O novo espaço fez com que ela se dedicasse cada vez mais ao hobby e fez surgir convites para que preparasse pratos congelados e se tornasse "personal chef".
"Nem pensava em cozinhar profissionalmente, apenas queria ter um espaço que abrigasse mesas dentro e fora da cozinha. Agora mal saio de casa", ri.
ONDE ENCOMENDAR
Mercopan. Faz móveis e utensílios em inox sob medida.
R. Lopes Coutinho, 467, Belém, região leste, São Paulo, SP. Tel. 0/XX/11/2618-1006. www.mercopan.com
*
A FESTA NUNCA TERMINA
Billy Castilho não é empresário da noite, mas tem vários macetes para organizar uma grande festa.
Diretor de arte e sócio da loja de bicicletas e galeria de arte Tag and Juice, ele chega a receber até 400 pessoas quando decide fazer uma balada em sua casa, na Vila Ipojuca, zona oeste.
Para eventos desse porte, que realiza quatro vezes por ano, Billy abre espaço na casa dois dias antes ao mandar os móveis para um galpão. Embalados em plástico bolha, os quadros que fazem parte do acervo da Tag and Juice também são despachados.
Sua coleção pessoal fica como decoração da pista de dança, improvisada na sala, que tem piso de cimento queimado.
Ao som de algum amigo DJ e com a iluminação de abajures da casa, os convidados preparam caipirinhas na cozinha anexa à "pista" ou tomam cerveja no espaçoso quintal, que tem até uma grande amoreira. Cinzeiros, lixeiras e tonéis para bebida são alugados.
"Os clubes ficaram muito caretas, não existe uma festa ideal para interagir com as pessoas ou ficar com os amigos", afirma.
PARA ORGANIZAR A FESTA
Disk-Tem. Aluga todo tipo de objetos, de móveis e decorações temáticas inusitadas aos básicos cinzeiros, lixeiras e "coolers" para festas.
Tel. 3752-2222. www.disktem.com.br
Guarda Tudo. A empresa de estocagem tem boxes de 2,25 m² a 22,50m². Em seu site há uma calculadora de espaço on-line para que o cliente saiba de quanto espaço irá precisar.
R. Silva Airosa, 120, Vila Leopoldina, região oeste, Tel. 3832-0183. www.guardatudo.com.br
*
PISTA PRIVÊ
Davis Genuíno, 38, tem vida dupla. De dia, é advogado. Noite adentro, trabalha como DJ da D.Edge, casa noturna da Barra Funda.
Depois de dez anos morando no mesmo apartamento alugado no Jardim Paulistano, na zona oeste, fez uma reforma para sintetizar sua rotina. Quebrou uma parede para unir a sala
de estar ao estúdio de música. "Antes tudo ficava apertado. Tinha também uma cama no quarto [o antigo estúdio], que eu usava para hospedar amigos."
Quem visita a casa pode folhear um livro sentado no sofá da sala enquanto o anfitrião cria suas músicas ou define o "set" da balada da noite. O projeto, que incluiu móveis sob medida e peças de antiquários, é do arquiteto Paulo Castellotti, amigo de Davis.
ONDE COMPRAR ARTIGOS VINTAGE
Loja Teo. O antiquário vende móveis de design brasileiro dos anos 1950 aos 1980.
R. João Moura, 268, Pinheiros, região oeste, tel. 3061-3722. www.lojateo.com.br
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EM RITMO DE AVENTURA
Ir à academia não é um problema para Consuelo Jorge e Sérgio Cordeiro, 52. É dentro de casa que eles pedalam, levantam peso e até praticam escalada. Projetada por Consuelo, que é arquiteta, a residência de três andares e 400 m² de área construída no Campo Belo, na zona sul, tem diversos ambientes para a prática esportiva.
Na garagem, o casal recebe amigos e colegas da filha Carol, 6, para se divertirem numa parede de escalada de nove metros de altura -em academias, as paredes mais altas têm 14 m.
Do outro lado da casa, duas bicicletas foram adaptadas para serem pedaladas paradas, como em uma aula de spinning. Ambas ficam em um deque, ao lado de um saco de boxe e de diversos pesos usados pelo casal para exercícios.
Em dias de chuva, a malhação é feita na sala, onde entra bastante luz natural e não há paredes internas. "A casa foi pensada para se adaptar a cada momento nosso", conta Consuelo. "Já montei e desmontei uma brinquedoteca para a Carol e até dei festas em que artistas circenses desciam do teto."
ONDE COMPRAR EQUIPAMENTOS
Casa de Pedra. Vende cordas, acessórios e equipamentos de segurança para escaladas. A unidade da Água Branca é uma academia.
R. André Gonçalves, 49, Itaim Bibi, zona oeste, São Paulo, SP. Tel. 0/XX/11/3047-2494. www.casadepedra.com.br
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HOSPEDAGEM CINCO ESTRELAS
O apartamento de Iris Chang, 30, tem poucos móveis e quase nenhuma decoração. Ele foi pensado para ser exatamente assim: simples e funcional.
A analista de tecnologia da informação morou durante quatro anos nos EUA, sempre em casa de família. Quando montou seu apartamento no Belém, zona leste de São Paulo, já sabia que iria hospedar estrangeiros de passagem pela cidade.
"Sinto falta de ter contato com gente de diversos países", conta. "Quando fico na casa de outras pessoas, tenho medo de quebrar algo, por isso optei por uma decoração bem 'clean'."
A impessoalidade é compensada com a preocupação da anfitriã com o bem-estar dos hóspedes. Iris sempre deixa avisos, guias da cidade e informações úteis espalhadas pela casa.
COMO ALUGAR SUA CASA
Airbnb. Site que faz a intermediação entre quem quer alugar um quarto ou a casa e quem procura um lugar para se hospedar. Para garantir a segurança, peça links da pessoa nas redes sociais e uma cópia do passaporte.
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LAR, ATELIÊ e OFICINA
Há cinco anos, a artista plástica Erica Ferrari, 32, vive em um grande ateliê. Quando se mudou para uma casa de 210 m² no Tucuruvi, na zona norte, viu que teria espaço para produzir grandes peças em madeira e poderia dar vazão ao seu hobby de restaurar móveis antigos.
A garagem e uma edícula servem de oficinas para os trabalhos. A montagem das peças é feita na sala. É ali também que fica o escritório, com um sofá construído por Erica e duas portas antigas da casa que foram transformadas em mesas.
Caixas de madeira recolhidas em feiras servem de estantes e porta-objetos. "Tem muita coisa que pode ser facilmente restaurada", diz ela. "É só ter paciência."

O CHARME DA LUZ INDIRETA

Projetos de iluminação mudam a cara e garantem o conforto dos ambientes

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VANESSA CORREA
DE SÃO PAULO
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Casa & DecoraçãoAgora que você já investiu para encontrar o apartamento dos seus sonhos e gastou o que podia e não podia com móveis que são a sua cara, não vale a pena deixar passar o detalhe que faz de uma casa um lar: a iluminação. Uma luz bem pensada deixa qualquer ambiente mais aconchegante.
E dá para resolver bem a questão de garantir a luz certa sem precisar rebaixar o teto e embutir nele "spots", opção de grande parte dos projetos mais elaborados e caros, que podem custar R$ 4.000 por cômodo.
Pequenas soluções, que vão do uso da lâmpada certa a abajures espalhados pela casa, melhoram o aproveitamento da sala, do quarto e mesmo de cômodos que acabam negligenciados quando o assunto é luz: cozinha, banheiro, corredores e halls de entrada.
Divulgação
A sala e o hall de entrada ganharam "spots" para dar ênfase a obras de arte. Total do projeto: R$ 4.000, no Studio Ix
A sala e o hall de entrada ganharam "spots" para dar ênfase a obras de arte. Total do projeto: R$ 4.000, no Studio Ix
"Nas áreas mais sociais, como a entrada, é legal mostrar a personalidade do morador", diz o arquiteto Guinter Parschalk, do Studio Ix. No apartamento de um esportista, por exemplo, Guinter decidiu surpreender. "A luz de baixo para cima, que é algo diferente do que estamos acostumados, projetada sobre uma escultura, mostra que
quem mora ali é ousado."
Uma lição geral tirada desse projeto -e que está na ponta da língua dos especialistas em iluminação de interiores- é jogar luz sobre pontos de interesse, seja ele uma escultura, um quadro ou uma cristaleira antiga.
Além de valorizar peças interessantes, o recurso cria uma iluminação indireta, que deixa os ambientes mais acolhedores, explica Valéria Bartholi, da DUO Interiores e Design.
Só não vale projetar a luz sobre as pessoas. Nem sobre onde elas geralmente estão: sofás, cadeiras e camas. Luz demais causa desconforto.
Mas a luz direta não é só vilã. Pode ser útil sobre mesas de jantar (na forma de pendentes) e de trabalho ou sobre a pia da cozinha, por exemplo. O segredo é ter no mesmo ambiente os dois tipos de iluminação, além de um ponto central no teto. Flexibilidade é palavra de ordem.
Leticia Moreira/ Folhapress
A sala ganhou trilho e "spots", que podem ser apontados para cima e para baixo. Total do projeto: R$ 2.170, da DUO
A sala ganhou trilho e "spots", que podem ser apontados para cima e para baixo. Total do projeto: R$ 2.170, da DUO
Em um apartamento de Pinheiros, Valéria resolveu dois tipos de luz com uma luminária só. Fixou no teto um trilho e, nele, seis "spots" móveis. Metade foi direcionada para o teto, metade para o chão. Como cada conjunto é acionado por um botão diferente, basta um toque no interruptor para mudar o clima da sala de estar.
DICAS
COZINHA
Em interruptores diferentes, misture luz fria e luz quente pelo ambiente
Procure uma lâmpada com índice de refração alto, que não distorce a cor dos alimentos
Altere o que as construtoras entregam, geralmente um ou dois pontos de luz no teto
Distribua a luz da cozinha em pontos diferentes, como perto da pia e do fogão, para evitar que a pessoa acabe fazendo sombra sobre si mesma ao trabalhar
SALA DE JANTAR
Armários podem ser iluminados com equipamentos de luz direcionada para facilitar as atividades domésticas
Lustres pendentes instalados a cerca de
90 cm do tampo da mesa trazem uma iluminação difusa agradável, sem ofuscar a visão
SALA DE ESTAR
Distribua luminárias de piso e de mesa por todos os pontos do ambiente. É uma forma de ter uma iluminação mais agradável, já que luzes de teto normalmente são muito fortes
Direcione os pontos de iluminação do teto para paredes, quadros, e mesas de centro ou laterais. Isso valoriza os objetos
Evite pontos de luz sobre sofás e poltronas. Se focados no rosto de quem está sentado, ofuscam os olhos
QUARTO
Pode-se usar um plafon com vidro fosco ou jateado no ponto central do teto para suavizar a luz ou um difusor para obter luz mais geral
Se preferir 'spots', direcione-os para as laterais do ambiente
Nas cabeceiras da cama, utilize arandelas ou abajures como auxiliares
Use 'dimmer' (interruptor que regula a intensidade da luz) para conseguir uma iluminação que deixe um membro do casal ler enquanto o outro dorme, por exemplo
TODOS OS AMBIENTES

Os abajures podem ser usados em todos os espaços: íntimos, sociais e até em lavabos ou varandas. A luz dá conforto e auxilia atividades como a leitura 

sábado, 10 de novembro de 2012

SABIA DISSO ?


12/09/2012

Relatório mostra os 100 animais mais ameaçados

BBC Brasil
Clique nas imagens para ver os álbuns
A Sociedade Zoológica de Londres e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) divulgaram a lista dos 100 animais, plantas e fungos que estão mais próximos da extinção. Acima, o Soldadinho-do-araripe, pássaro do nordeste brasileiroCinco espécies brasileiras estão na lista. Entre elas, a preá Cavia intermedia (foto), considerada o mamífero mais raro do mundo, que vive em Santa CatarinaO relatório, que se chama "Inestimável ou Sem valor?", chama a atenção para a dificuldade de proteger espécies que não são consideradas "úteis". Acima, o peixe australiano Scaturiginichthys vermeilipinnisA lista tem espécies de 48 países e foi compilada por 8 mil cientistas da UICN. Na foto acima, dois exemplares da borboleta brasileira Actinote zikani, ainda encontrada na região da Mata Atlântica de São Paulo"Todas as espécies listadas são únicas e insubstituíveis. Se elas desaparecerem, nenhuma quantia de dinheiro poderá trazê-las de volta", diz Ellen Butcher, co-autora do levantamento. Na imagem, a Grande abertada indianaO sapo do Rio Pescado, encontrado no sudoeste do Equador, é vítima da expansão da agricultura na regiçao e da infecção fatal quitridiomicose, que afeta anfíbiosO macaco Muriqui-do norte (foto), encontrado desde o sul da Bahia a parte do Paraná, é considerado o maior primata do continente americano, mas está ameaçado pelo desmatamento e pela caça ilegalO Albatroz-de-Amsterdam, natural da ilha de Amsterdam, no oceano Índico, é vítima de uma doenças e da captura acidental durante a pesca no local. A introdução de gatos de rua na ilha também contribuiu para que hoje sua população tenha menos de 100 exemplaresO levantamento inclui os motivos pelos quais cada espécie está em perigo e o que pode ser feito pela comunidade internacional. Na ilha Maurício, existem menos de dez exemplares da planta Elaeocarpus bojeri, que produz as flores da imagem acimaO maçarico-bico-de-colher é a ave mais ameaçada do mundo, natural do nordeste da Rússia e sudeste asiático. Nos últimos dez anos, sua população caiu de 3 mil exemplares para menos de 100. Conservacionistas tentam fazer com que ela se reproduza em cativeiroJonathan Baillie, da Sociedade Zoológica de Londres, diz que os doadores para projetos de conservação e as próprias organizações conservacionistas tendem a pensar "o que a natureza pode fazer por nós?" ao priorizar projetos que ajudam espécies consideradas lucrativas. Na foto, o Hibiscadelphus woodii, encontrado no Havaí"Temos uma decisão moral e ética importante a tomar: essas espécies tem direito a sobreviver ou nós temos o direito de levá-las à extinção?", diz Baillie. Na imagem, a Salamandra-imperador-pintada, natural do Irã, que é ameaçada pelo comércio ilegal de animaisOs cientistas temem que não seja possível salvar as espécies porque não se considera que elas trazem benefícios óbvios para a sociedade humana. Na imagem, o macaco Rhinopithecus avunculus, do VietnãO inseto Risiocnemis seidenschwarzi (acima), similar à libélula, existe somente em uma área de 30 metros quadrados na ilha de Cebu, nas Filipinas, seu habitat original foi destruído por um fazendeiro que se mudou para o local e usava pesticidas regularmente
Ciro Albano
A Sociedade Zoológica de Londres e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) divulgaram a lista dos 100 animais, plantas e fungos que estão mais próximos da extinção. Acima, o Soldadinho-do-araripe, pássaro do nordeste brasileiro
A Sociedade Zoológica de Londres e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) divulgaram a lista dos 100 animais, plantas e fungos que estão mais próximos da extinção. Acima, o Soldadinho-do-araripe, pássaro do nordeste brasileiro
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